A Bíblia

domingo, 24 de maio de 2009

ORAÇÃO DO COMUNICADOR CRISTÃO.

Ó Deus, que para comunicar vosso amor aos homens, enviastes seu Filho, Jesus Cristo, e o constituístes Mestre, Caminho, Verdade e Vida da humanidade, concedei-nos a graça de utilizar os meios de comunicação social - imprensa, cinema, rádio, audiovisuais... - para a manifestação de vossa glória e a promoção das pessoas.
Suscitai vocações para essa multiforme missão. Inspirai aos homens de boa vontade a colaborarem com a oração, a ação e o auxílio material, para que a Igreja anuncie o Evangelho a todos os homens, através desses instrumentos. Amém.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Católico pode testemunhar a uma Testemunha de Jeová em sua porta19 março 2009 Autor: Bíblia Católica Online Postado em: Protestantismo

Por Jeffery SchwehmTradução: Emerson de OliveiraFonte: Veritatis Splendor

Como um ex- Testemunha de Jeová que passou muitos anos indo de porta em porta era relativamente raro aos cristãos se ocuparem de uma discussão significante comigo. Porém, aqueles que fizeram isto tiveram impacto muito enorme. Infelizmente, era até mesmo mais raro para um católico se ocupar de diálogo significante comigo. Isto é até mesmo mais trágico já que os católicos têm a abundância da fé cristã e realmente tem muito mais para oferecer a uma Testemunha de Jeová.
Se você tem um desejo de compartilhar o Evangelho, estas visitas das TJ dão uma oportunidade de fazer isto mesmo sem deixar sua casa. A seguir eu dou algumas sugestões para lhe ajudar a estar pronto para compartilhar o Evangelho com seus vizinhos Testemunhas de Jeová.
1. Oração: Reze regularmente e peça para o Espírito Santo lhe dar a graça para compartilhar efetivamente o Evangelho com seus amigos Testemunha de Jeová. Também reze para que o Senhor suavize o coração de seus amigos Testemunhas de Jeová para ouvirem o Evangelho também.
2. Receba freqüentemente os Sacramentos: Os sacramentos nos dão vida. Sem eles nós não temos nada para dar a outros que precisam aprender sobre o Senhor.
3. Leia as Escrituras: Se você é ignorante das Escritura você é ignorante de nossa história familiar como povo de Deus e como São Jerônimo disse “ignorante de Cristo”.
Apresentando o Evangelho para as Testemunhas de Jeová
Há três pontos principais que os católicos podem compartilhar efetivamente com as visitas de Testemunhas de Jeová. Escolha um dos pontos seguintes para compartilhar e permanecer neste tópico com eles durante a visita:
1. Todos os cristãos são filhos de Deus e passarão a eternidade com Cristo: as TJ ensinam que só 144.000 pessoas são consideradas filhos e filhas de Deus. Os 144.000 têm a esperança de ir ao céu serem glorificados com Jesus para a eternidade. O resto das TJ não são filhos e filhas de Deus mas somente amigos de Deus que tem a esperança de sempre viver no paraíso terrestre. Isto vai claramente contra o ensino das Escrituras. (Veja Romanos 8.14-17)
2. Ninguém pode predizer a Segunda Vinda de Cristo: as TJ ensinam que Jesus voltou invisivelmente no ano 1914 d.C. e que seu primeiro líder, Charles T. Russell, predisse isto. Eles também ensinam que o tempo do fim do mundo começou por aquele ano. Isto vai claramente contra o ensino das Escrituras. (Veja Mateus 24.23,24; Lc. 21.8)
3. Jesus não é o Arcanjo Miguel: as TJ ensinam que Jesus é o Arcanjo Miguel. Isto vai claramente contra o ensino das Escrituras. (Veja Hb. 1.5,6) Se uma TJ percebe que as Escrituras não apóiam a crença de que Jesus é o Arcanjo Miguel, isso lhes ajudará a perguntar questões pela verdadeira identidade de Jesus.
Para uma discussão mais detalhada destes três pontos de uma perspectiva católica, eu recomendo o livro Respondendo as Testemunhas de Jeová, por Jason Evert.
Testemunhando para Cristo
Você se preparou para compartilhar Cristo com com as TJ. Como se você deveria proceder da próxima vez que você receber uma visita?
1. A Testemunha de Jeová terá uma pequena apresentação preparada para você. Esta apresentação normalmente se trata de alguma peça de literatura que eles querem que você leia. Deixe-lhes completar a pequena apresentação. Deste modo sua visita ficará mais apta a escutar seu mensagem sem se preocupar como ele completará sua apresentação.
2. Quando a apresentação da Testemunha de Jeová estiver completa, vão lhe perguntar se quer aceitar sua literatura. Eu não recomendo aceitar a literatura porque provavelmente vão pedir para você fazer uma doação. O dinheiro da literatura financia a organização religiosa deles. Como católicos, nós não queremos nosso dinheiro ir para uma organização religiosa que ensina falsas doutrinas.
3. Recuse de forma educada a literatura e diga para as TJ que você tem uma mensagem para elas. Tenha uma cópia da Bíblia à mão e compartilhe com a TJ um dos pontos listados acima. Por exemplo, você poderia compartilhar com elas a seguinte Escritura:
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.” romanos 8: 14-17
4. Explique a Testemunha de seu Jeová o que esta Escritura significa para você. Diga-lhes como o Senhor o adotou como seu filho. Normalmente, em sua apresentação, a Testemunha de Jeová vai mencionar a esperança de viver para sempre no paraíso terrestre. Diga-lhe que você não tem nenhum interesse em viver para sempre no paraíso que ele descreveu porque sua esperança é estar com Jesus para sempre.
5. Não há nenhuma necessidade de discutir com a Testemunha de Jeová ou até ficar pulando textos e textos com elas. Nunca ataque a Testemunha de Jeová pessoalmente. Lembre-se que a Testemunha de Jeová foi enganada por seus líderes religiosos. Quando você expressa o que quer dizer e compartilha sua mensagem simplesmente desculpe-se e termine a discussão.
6. Depois da discussão, reze para sua conversão.
O impacto que um cristão preparado com a mensagem da verdade pode fazer em um missionário TJ é enorme.
Uma vez quando eu estava visitando a porta de um cristão, eu lhe dei minha apresentação TJ da esperança de viver para sempre no paraíso terrestre. Este homem me falou de uma maneira calma e amorosa que sua esperança não era viver para sempre no paraíso terrestre mas viver para sempre com Jesus no céu.
Ele então acrescentou: “E eu não posso pensar em um lugar melhor que isto, inclusive um paraíso terrestre”.
Embora eu fosse Testemunha de Jeová, eu sabia que estar na presença de Cristo para eternidade era melhor que a vida eterna no paraíso terrestre. Eu fiquei mudo depois este simples comentário e saí. Meu colega Testemunha de Jeová que me acompanhou aquele dia se virou para mim depois que saímos e disse: “eu acho que aquele homem teve um Espírito Santo ou algo”.
Nosso Pai Celestial está nos pedindo que contribuamos com a “nova evangelização” do mundo. Nós podemos fazer uma contribuição a esta “nova evangelização” em dar um bom testemunho a nossos amigos TJ. A estratégia esboçada acima deve lhe ajudar a dar um testemunho bem sucedido a elas.

Cientistas assinam manifesto contra a legalização do Aborto19 março 2009 Autor: Bíblia Católica Online Postado em: Mundo
Fonte:
Editora Cleofas

MADRI, Espanha (AFP) - Uma associação contra o aborto apresentou nesta terça-feira um manifesto assinado por centenas de cientistas e intelectuais contra o projeto do governo socialista de legalizar a interrupção voluntária da gravidez dentro de um prazo determinado.
Os assinantes consideram neste “manifesto que o aborto é um ato simples e cruel de interrupção de uma vida humana”, afirmando que a vida começa no momento da fecundação.
“Quase 1.000 cientistas e intelectuais assinaram o texto”, afirmou nesta terça-feira durante entrevista à imprensa um dos promotores da iniciativa, Nicolás Jouve de la Barreda, professor de genética da Universidade de Alcalá de Henares (centro).
Esta iniciativa da associação HazteOir, que é contra o aborto e a eutanásia e a favor da família como instituição básica da ordem social, coincide com o lançamento, pela Igreja espanhola, de uma polêmica campanha publicitária contra o aborto.
Os bispos espanhóis lançaram uma campanha para denunciar o fato de espécies animais ameaçadas estarem mais protegidas, segundo eles, do que embriões humanos na Espanha.
O fundador de HazteOir, Ignacio Arsuaga, que se declara católico, considerou que a campanha dos bispos foi muito bem feita e aborda bem o problema.
Na campanha dos bispos, um bebê aparece ao lado de um lince ibérico –espécie protegida na Espanha por sua vulnerabilidade–, com a frase “Lince protegido”. O bebê pergunta: “E eu?” e, acrescenta, “Proteja minha vida!, tudo isso com fotos do feto.
O governo espanhol quer permitir o aborto livre legal dentro de um prazo de gestação limitado, como já ocorre em diversos países europeus.
Atualmente, o aborto é permitido no país nas primeiras 12 semanas de gestação em caso de estupro, e 22 semanas em caso de má formação do feto, sendo sem limite de tempo em caso de risco físico ou psíquico para a mãe. Esta última disposição, a mais utilizada, dá lugar a abortos muito tardios.

sábado, 14 de março de 2009

Destruição da família e violência
13 Mar 2009
Cardeal Odilo Pedro Scherer

Enquanto a Campanha da Fraternidade de 2009 apenas está no início, somos surpreendidos cada dia com notícias sobre novos fatos e esquemas de refinada violência: um grupo de extermínio atuando na área metropolitana de São Paulo e que cortava mãos e cabeças das vítimas para não serem reconhecidas; crianças abusadas sexualmente de maneira aberrante e vergonhosa; a menina de 9 anos, no Pernambuco, abusada durante três anos por um familiar, resultando grávida; e para saber mais, é só abrir e ler os jornais de hoje...
A questão posta pela Campanha da Fraternidade não se detém na denúncia de fatos, mas vai à reflexão sobre as causas da violência, indicando também as vias para uma possível solução. A violência está relacionada com fatores pessoais e morais, que devem ser objeto de constante conversão e educação dos hábitos e da orientação da vida segundo os mandamentos da lei de Deus e os valores do reino de Deus; a Igreja não se cansa de chamar à penitência e à conversão, especialmente durante a Quaresma.
Mas a violência também tem causas sociais, que precisam ser conhecidas e enfrentadas coletivamente, com esforço solidário e também com políticas públicas. O Estado e as Instituições públicas têm a missão de promover, entre outras coisas, a justiça social, a eficiência no sistema judiciário e o desbaratamento do crime organizado; da mesma forma, também são responsabilidades do Estado e dos órgãos que o representam a promoção de uma autêntica cultura dos direitos humanos e da dignidade da pessoa, bem como o amparo às instituições e organizações da base social, que são capazes de assistir às pessoas na sua situação concreta e de promover os verdadeiros valores na convivência social; refiro-me à família, à escola e a tantas outras organizações da sociedade civil. A paz será fruto da justiça e do respeito à dignidade das pessoas.
Muita violência tem a ver com a desestruturação e destruição da família, inclusive por leis e políticas contrárias à família; os efeitos são desastrosos para a sociedade pois, aquilo que a família constituída e amparada minimamente poderia fazer, acaba faltando na vida das pessoas e os problemas sobram para a sociedade e para o próprio Estado. Quem promove uma cultura desprovida de valores éticos, quem incentiva e explora a prostituição, a promiscuidade e incita à iniciação sexual precoce de crianças e adolescentes deveria pensar se não está incentivando, também, a violência sexual contra mulheres e crianças, ou apoiando comportamentos sexuais aberrantes, como os que são objeto de notícia na imprensa.
A negação das implicações morais e da responsabilidade social nos comportamentos individuais, bem como o incentivo à banalização do sexo e do casamento, está fragilizando a família e pode causa de violência. Alguém já fez uma análise séria das consequências da farta distribuição de preservativos, não só no sambódromo por autoridades, mas até em escolas, para crianças e adolescentes? O desmantelamento da família mediante políticas públicas que atendem a grupos de pressão mais que ao interesse social e coletivo, sobretudo dos grupos sociais que mais necessitam da família, como as crianças, os idosos e os doentes, é uma grande irresponsabilidade e trará consequências graves para a sociedade e o Estado. A família é um bem para a pessoa e para a sociedade e, por isso, deve ser defendida e amparada por políticas públicas que lhe possibilitem o exercício de suas atribuições naturais e sociais.
Muita violência, infelizmente, tem origem debaixo do teto familiar. O caso triste do estupro das meninas por um padrasto, no Pernambuco, não é único; tais fatos devem ser denunciados. Muita violência está relacionada com a ausência de uma sólida educação recebida em família, ou com os ambientes já contaminados por toda sorte de sordidez, onde as crianças convivem desde cedo com vícios e violência, são vítimas dela e acabam sendo orientadas para repetir comportamentos violentos.
A superação da violência não acontecerá simplesmente por esquemas repressivos mas por mudanças de fundo cultural. A escola tem um papel importante na formação dos valores para uma convivência respeitosa e sadia. Mas, quando a própria escola está desamparada, o que se pode ainda esperar? Fico impressionado quando ouço ou leio que professores têm medo de entrar em certas salas de aulas freqüentadas por crianças e adolescentes... Faço votos que esta Campanha da Fraternidade se torne ocasião para uma séria reflexão sobre as causas da violência na sociedade.

Card. Dom Odilo P. Scherer
Arcebispo de S.Paulo
Artigo publicado em O SÃO PAULO na ed. de 09.03.2009
A Polemica de Recife: O Anonimato
13 Mar 2009
Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Todo o Brasil está envolvido numa polêmica impactante e inflamada pela emoção, onde se encontram várias pessoas em torno de uma menina de 9 anos e dos seus filhos (gêmeos) de 15 semanas de vida interrompida violentamente pelo aborto.
Sabemos que para uma pessoa, independentemente das suas circunstâncias, um nome é uma identificação importante para ela e para as outras pessoas que se relacionam com ela. Por razões legais – proteção da identidade de menores de idade – essa mãe-menina foi sempre apresentada de costas pela mídia nacional e internacional, e ninguém que teve conhecimento desse infeliz e duro momento da sua vida pelos meios de informação sabe como ela se chama; pelo menos para a população brasileira envolvida na polêmica de Recife essa menina de 9 anos passará a ser mais uma pessoa do grupo dos anônimos.
Entre as dores causadas por essa polêmica no íntimo queria trazer à consideração uma que talvez tenha sido intensa e irradiante, mas pouco refletida por causa da força emocional dos argumentos e também devido aos tons alarmantes das manchetes e das notícias veiculadas na televisão e na internet. Refiro-me à dor do anonimato, pois não nada mais doloroso para uma pessoa, especialmente que está no princípio da sua caminhada de vida, do quer ser mais um número na estatística da violência – estupro e aborto –, além de ser mais um caso para ser discutido pelos políticos e pelas ONGS favoráveis ao controle da natalidade por meio do aborto.A menina de Alagoinhas com os seus gêmeos mortos não mereceriam ser vistos jamais dessa forma anônima, pois tal visão por parte da mídia e de todas as pessoas que estão discutindo “o caso” relega essas criaturinhas de Deus ao plano inferior de todo ser humano, possuidor de uma dignidade elevada e intransferível: ser alguém merecedora de respeito, de amor e de valorização pelo que é em si mesma, e não pelo que aconteceu com ela e com seus filhos.
Povo brasileiro, receptivo por natureza, acolhedor de tantos povos que aqui, nesse maravilhoso e imenso continente, encontre novamente esta sua vocação natural, que é a de reconhecer a identidade própria dos seus semelhantes bem como dos estrangeiros que aqui chegam a trabalho ou até para fazer turismo. O brasileiro naturalmente se dirige para pedir uma informação de um modo muito peculiar: “irmão, amigo, meu querido, etc.”, pois é o estilo nacional de relacionar-se, que infelizmente está se perdendo e a polêmica de Recife demonstra mais uma vez esta dor do anonimato.
A emoção inflamada sempre bloqueia a razão, e com o passar dos dias ainda se encontra levantada a poeira da discussão do “caso da menina de 9 anos”, a pessoa “cruel do Arcebispo de Recife” (como se ele fosse mais uma peça do tabuleiro de xadrez e não tivesse sua identidade, não tivesse coração, sensibilidade e não sofresse com tudo isso), e ninguém, a não ser quem preserva e protege o seu bom senso, quer refletir sobre esta dor profunda de ser tratado como um anônimo e como um tema polêmico.
O POVO, jornal que quer informar e formar os seus leitores, recorreu a mim para escrever um artigo sobre a questão que remexeu no espírito dos brasileiros, especialmente dos católicos, e como muito se falou e se escreveu, limitei-me a aborda-la dessa forma, porque uma coisa é absolutamente certa e valiosa: para DEUS não existe anônimos sobre a face da terra e esta verdade consoladora surge como uma luz poderosa para clarear a polêmica de Recife.
“EU TE CHAMEI PELO TEU NOME; TU ÉS MEU”, lemos nas páginas da Sagrada Escritura, e a chamada divina foi dirigida a uma menina de 9 anos e aos seus gêmeos para que essas três pessoas fizessem os políticos, os médicos, os padres e bispos, os intelectuais, os estrategistas de campanhas pró-morte e pró-vida, os comunicadores de massa, etc. pensarem na dor de quem não é mais tratado como gente no nosso país.
Fonte. Site da CNBB
Documento vaticano orientará pastoral da comunicação na Igreja
Iniciativa surge em seminário de bispos celebrado no Vaticano
Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 13 de março de 2009
- Um seminário de bispos em representação de 82 países encerrou nesta sexta-feira no Vaticano, dando início ao processo de redação de um documento da Santa Sé que atualizará a pastoral da Igreja no campo da comunicação.
Foi a conclusão mais importante do seminário convocado nesta semana pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, com o lema: “Novas perspectivas para a comunicação eclesial”.
A iniciativa, que recebeu o apoio do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, em sua intervenção de encerramento, tem lugar no dia seguinte de que Bento XVI, na carta que escreveu para explicar os motivos da remissão da excomunhão de quatro bispos lefebvristas, reconhecesse que a Santa Sé deve compreender a nova importância que a internet assumiu.
Referindo-se ao escândalo provocado pelo bispo Richard Williamson, que negou o Holocausto, o Papa escreve: “Disseram-me que o acompanhar com atenção as notícias ao nosso alcance na internet teria permitido chegar tempestivamente ao conhecimento do problema. Fica-me a lição de que, para o futuro, na Santa Sé deveremos prestar mais atenção a esta fonte de notícias”.
O cardeal Bertone reconheceu diante dos bispos que um novo documento de orientação pastoral para o compromisso comunicativo da Igreja é necessário, pois o último texto destas características, "Aetatis novae", foi publicado pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais no dia 22 de fevereiro de 1992.
“Os 17 anos anos transcorridos –disse– representam um longo parênteses para os ritmos de desenvolvimento e de crescimento dos meios de comunicação; é o período em que amadureceu uma série de pequenas e grandes revoluções que, como uma corrente contínua, transformaram radicalmente o panorama preexistente”.
O purpurado recordou que na mensagem final do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, celebrado em outubro passado no Vaticano, se sublinha que “a voz da Palavra divina tem de ressoar também através do rádio, das artérias informáticas da internet, dos canais de difusão virtual em linha, os CD’s, os DVD’s, os podcasts, etc.; deve aparecer nas telas da televisão e do cinema, na imprensa, nos acontecimentos culturais e sociais”.
Na última sessão do seminário, os grupos de trabalho dos bispos apresentaram propostas para a redação do esboço do futuro documento.
O arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, revelou aos bispos que o Conselho começará agora a redação destas propostas para apresentar um primeiro texto provisório na segunda metade de outubro aos membros (cardeais e bispos) e consultores desse dicastério vativano, reunidos em plenária.
Dom Paul Tighe, secretário do Conselho, revelou que será um “documento vivo, adaptado ao hoje, mas com o olhar no futuro”. Inclusive em sua redação, diante da distância entre os bispos participantes do processo, pensa-se na utilização das novas tecnologias, para que haja colaboração.
Tanto os bispos como os representantes do Conselho consideram que este documento deve contar com a contribuição dos jovens, os “nativos digitais”.
Por isso, neste seminário de bispos participaram jovens que estão realizando seu doutorado em comunicação em universidades pontifícias de Roma.
Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 13 de março de 2009

Coluna Litúrgica
Canto Litúrgico: Instrumento de Participação dos Fiéis

"A Liturgia é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, é a fonte de onde emana toda a sua força." (Cf. SC 10) Parece que isso bastaria para que todos nós, ministros e pastores, tratássemos, em verdade e na prática, a Sagrada Liturgia como o maior dom do Cristo à Igreja, celebrando-a e integrando-a em nossa vida comunitária e em nossas vidas pessoais com o respeito devido a tão grande dom.

Liturgia significa, etimologicamente, trabalho do povo, ação do povo, e por isso mesmo não tem sentido sem efetiva participação do povo. Por isso, o Concílio insiste em que o povo cristão tem direito e obrigação de participar das celebrações litúrgicas, e indica três características com que tal participação deve apresentar-se: ser plena, ser ativa e ser consciente.

Para que a participação possa dar-se com essas características, é necessário que a Liturgia, sendo hierárquica e comunitária, seja celebrada segundo certas normas, que o mesmo Concílio apresenta de modo geral, deixando o detalhamento ao Papa, de modo irrestrito, e aos bispos, individualmente ou reunidos em suas Conferências de Bispos. Não é possível, efetivamente, que uma celebração transcorra com a calma, a tranqüilidade, a integração indispensáveis, se não são observadas regras previamente estabelecidas. A Liturgia não pode ficar ao critério, e muito menos ao capricho, de quem a ela preside, ou de outras pessoas que nela atuem. "Sendo ação do povo, o povo deve saber o que vai ser feito, saber o que vai fazer" (Cf. IGMR 31).

Quanto ao canto, o próprio Concílio ofereceu à Igreja algumas indicações referentes a esse mesmo assunto como elementos valorizadores da Sagrada Liturgia, desde que favorecessem a participação ativa do povo (Cf. SC 113-115; 121). Essa condição — a participação do povo — é sempre posta em relevo, como se pode ver em cada um dos números acima citados da Constituição Sacrosanctum Concilium.

Os grupos de cantores, ou simplesmente grupos corais, devem ser incentivados, principalmente junto às catedrais e paróquias. Porém, a sua existência e atuação não devem diminuir, mas, pelo contrário, promover a participação geral dos fiéis. Todos os fiéis, por serem chamados a participar da Sagrada Liturgia, devem receber formação litúrgica, porém de modo peculiar os ministros, e, entre estes, os cantores, como também os compositores, hão de ter um nível destacado de formação litúrgica.

A função do coral, portanto, é dupla: promover a participação ativa dos fiéis no canto e executar as partes que lhe são próprias. É inadmissível, pois, que, executando cantos, o coral diminua, ou até exclua o canto dos fiéis em geral.

Ao desempenharem as suas funções, os cantores interagem com os fiéis em geral, e por isso muitas das regras, embora só indiretamente se refiram a esses ministros, também disciplinam sua atuação (Cf. IGMR 103-104;116).

Fonte: Jornal Diocesano No Meio de Nós - Informativo da Diocese de Marília (SP) - Ano IX - Nº 97 - Setembro/2006